Entrevista
Skapt
Desde o início a idéia é fazer rock de uma forma bastante descontraída...

Com um power trio na parte instrumental, e um vocal agitando a galera do começo ao fim, os shows da banda são marcados pela energia transmitida e pelo alto astral.
Nas músicas, uma mistura que resulta num som peculiar. Toques de ska e música pop são facilmente identificados, tudo unido ao mais puro rockn´roll.
Nas letras, há um lado crítico, preocupado com mudanças, como em "Guerra pela paz" e "Um dia", ou então letras divertidas e descontraídas, como "No meio da rua" e "Willis Gordinis", e até o lado romântico dos integrantes, em "Naquela noite".
Mais do que integrantes, os quatro membros da banda são grandes amigos, que podem ser encontrados sempre juntos em viagens, festas e baladas pela noite paulistana.
No decorrer do tempo, a banda ganhou um público extremamente fiel, que comparece em todos os shows, inclusive fora da capital. Se toda banda
começa por um bom público, podemos dizer que o início do SKAPT é muito promissor.
Formado em 1997, o SKAPT começou tocando covers, e passou a dar ênfase nas composições próprias a partir de 2004, quando gravou sua 1ª demo.
No decorrer desses anos, os integrantes do Skapt já conseguiram alcançar alguma divulgação em rádio e tv, tendo shows transmitidos e divulgados pela Rádio Oceânica, afiliada Jovem Pan no litoral norte, shows divulgados e patrocinados pela rádio 89fm (Bardrugada e Fidalga 33), participação tocando ao vivo e respondendo perguntas de ouvintes no programa Rádio Ao Vivo, transmitido para todo Brasil pela Jovem Pan Sat e participação nos programas Musikaos, na TV Cultura, e Domingo Show, na AllTV, além da música “Fala que eu nem te escuto” ter tocado como um dos lançamentos do programa “A vez do Brasil”, na rádio 89Fm.
Além disso, a banda foi convidada para fazer parte da trilha do curta "Nosso mundo veneno", produzido na cidade de Sorocaba, interior de SP.
Nós do El Buraco batemos um papo com o vocalista Willy, veja no que deu.
El Buraco - Vocês começaram fazendo covers. Qual era o repertório de vocês?
Willy - Éramos uma típica banda de bar, um set enorme de covers, desde Beatles, Led Zepelin, até Charlie Brown e CPM. O repertório era imenso...
Foram essas bandas que influenciaram a carreira de vocês?
Influência é um negócio muito pessoal, difícil falar em influência da "banda", é uma parada totalmente individual. Eu acho que o nosso som é uma mistura de Sublime com Police e Red hot, é o ska que é reggae, que é rock, mas cada um de nós 4 tem sua própria influência.
Mas vocês se inspiram ou já se inspiraram em alguém na hora de compor?
Eu acho que a inspiração está lá por si só. Eu não sento para escrever querendo ser o Marcelo Camelo ou o Arnaldo Antunes, mas é lógico que se eu acompanho o trabalho desses caras, o estilo de cada um deles, e curto, é lógico que quando eu for compor essa sombra deles vai estar lá me rodeando, mas de forma natural, não como uma coisa que eu busque, eu procuro ser o mais Skapt possível.
Não tenho pretensão de me comparar com os monstros da música
Em 2004 a banda gravou um CD intitulado “No meio da rua” com 12 faixas autorais. Mudou alguma coisa na banda depois da gravação desse CD?
Com certeza, foi a grande virada na "vida" da banda. Foi quando nós começamos achar a cara do nosso som, compor nossas músicas, e consequentemente começar a conquistar nosso próprio público. Quem passou a nos acompanhar não ia mais porque gostava das bandas que tocávamos na balada, como as que citei, mas sim porque queriam ver o Skapt. Hoje tem músicas nossas que não podem faltar no show em hipótese alguma. Hoje o show realmente é do Skapt, e o público também.
Vocês pararam com os covers ou não?
Ainda tocamos, mas em proporção bem menor. Hoje 75% do show são de músicas próprias. E as covers que tocamos são para mostrar o que ouvimos, como TSOL, Police, Queens of the stone age... Ao invés de tocar o que a grande massa conhece, procuramos tocar alguma coisa que eles possam ir buscar conhecer.
Como foi participar do CD do Surto e como surgiu o convite?
Eu conheci o Bolo há alguns anos atrás. Ele esteve em um show nosso no Fidalga 33, onde ele também tocaria uns meses depois, e o nosso som chamou a atenção dele, que conversou com o dono da casa para que nos convidasse para abrir o show deles. Até hoje é difícil explicar nossa alegria. Tocamos juntos e acabamos virando grandes amigos. Aí certa vez eu encontrei com ele lá mesmo no Fidalga e ele me disse que estava gravando, e que queria que eu gravasse umas vozes em algumas músicas no dia seguinte. Foi um dos meus maiores prazeres até hoje nessa caminhada. O cara em 2001 era uma das bandas mais bombadas no país e tava lá, elogiando nosso trabalho, muito phoda isso.
Ele também fez uma participação no CD de vocês né?
Fez, ele queria ter produzido, mas já estávamos no meio da gravação, mas já prometemos que a produção do próximo é dele, pode registrar aí.
O sonho de toda banda é alcançar o grande público. Vocês também têm esse sonho?
Com certeza, mas o grande sonho é alcançar o grande público fazendo o seu som com sinceridade. O sucesso deve ser conseqüência, e não objetivo. Se fosse simplesmente pra alcançar o sucesso eu tocaria axé, que dá bem mais dinheiro, mas como eu disse, o sonho é fazer sucesso fazendo o som que gosta, o som que quer. Na divulgação a banda pode ser como uma puta, mas na composição tem que ser a menininha virgem (podia falar palavrão?).
O grande lance é: não faça uma música de determinado jeito porque é assim que toca na rádio. Faça o que você quiser, e se ela tocar será muito mais prazeroso.
Vocês trabalham com outras coisas além de tocar na banda?
Sim, na banda temos um formado em direito, um em publicidade, um em rádio e TV e um em ciências contábeis.
E como se conheceram?
O Doug e o Lula se conhecem desde a época do colégio, eles são os grandes culpados por tudo isso. Eu conheci os dois em um festival, eu fazia parte de uma outra banda, que estava concorrendo com eles, até que um dia os caminhos das duas bandas se cruzaram e começamos a tocar juntos, e o Ratimbum estudava na mesma faculdade do Doug, entrou na banda na mesma época que eu.
Vocês parecem ser bem fiéis ao estilo que seguem. O que você pensa sobre bandas que mudam de estilo durante a carreira?
Normal, as coisas mudam, as fases da vida mudam... Bandas que mudam de estilo por imposição de terceiros serão eternamente frustradas, agora quem muda por vontade própria eu acho normal. Antes de qualquer coisa o artista tem que ser livre para compor como quiser, escrever como quiser. Deixemos as regras para os advogados, a matemática para os engenheiros. Arte é sinônimo de liberdade
Vocês fizeram parte da trilha sonora do curta “Nosso mundo Veneno”. Como surgiu o convite?
Foi um lance interessante. Quem assiste o curta tem a certeza de que a música foi feita para o filme, mas a música foi feita antes. O pessoal da direção do curta conheceu, curtiu e aí então pediram autorização para utilizá-la. Lógico que liberamos, não sou e nem quero ser o Roberto Carlos rsrsrs.
Quais os projetos da banda pro futuro?
Tocar, cada vez mais.
Pra finalizar, deixe uma mensagem para os leitores do El Buraco.
Agradeço em nome da banda a você, a todo pessoal do El Buraco. Espaços para música independente devem sempre ser muito, mas muito valorizados, e vocês estão de parabéns. Agradecemos também a toda galera que nos acompanha, em especial a galera da Central Tihuana, que tem dado uma super força. E pra quem ainda não conhece o Skapt, acessem www.skapt.com.br.

Renata
Resenhas de CD's, DVD e Livros
Metrópoles em Chamas
(Dance Of Days)
Finalmente. Saiu o DVD de uma das maiores e mais aclamadas banda do Brasil inteiro. Metrópoles em chamas e o nome do DVD do dance of days. Com um repertorio de 24 musicas com berros, suor, mosh e energia do inicio ao fim. Os shows foram gravados de vários lugares do Brasil, passando por SP, MG, RJ e SC. Resultado final ficou muito foda. Quem já assistiu a um show sabe como é que a banda é. Não se importam se estão tocando bem ou mal, tem um envolvimento com o publico que não tem igual. Não deixe de adquirir. Sensacional.
Por: Punker
The Paramout Sessions
(Papa Roach)
The Paramout Sessions, assim foi intitulado o novo álbum da banda Papa Roach. O disco segue basicamente a mesma linha dos anteriores, Rock´n´roll com pegadas de metal, e guitarras marcantes, só que Paramout Sessions também tem seus segredos, pode-se notar músicas dançantes como: "...to be loved", metal melódico como "What do you die", músicas bem diversificadas mas claro sem perder as influencias, já citadas, de Rock´n´Roll e Metal. Paramout
Sessions foi lançado pelo selo Geffen e contém 14 faixas, destaque para: “... to be loved'',” Crash", "Time is running out" e a versão ao Vivo de "Scars".
Por: Johan
Skin And Bones
(Foo Fighters)
Nesse registro acústico, que surpreende desde a escolha de repertório aos arranjos das musicas, o Foo Fighters traz um presente aos fãs, como "Times like these" e "Everlong", e outras musicas menos conhecidas como "Over and out" e "Skin and bones". Alem de "Marigold", única musica do Nirvana composta por Dave grohl Que sozinha vale o CD. Essencialmente para quem gosta dessa que é uma das melhores bandas do mundo.
Por: Corvo
O Colecionador
(John Fowles)
Lançado em 1963, o romance alcançou grande sucesso indo parar no topo das listas de best-sellers em vários paises do mundo. A trama gira em torno de Frederick Clegg (um colecionador de borboletas), apagado funcionário publico que consegue a sorte grande em uma aposta e de repente torna-se dono de uma fortuna,
passa a ter uma grande ambição: seqüestrar e manter junto a si a bela Miranda, objeto contemplativo e amor platônico. Miranda é uma bela jovem estudante de arte, vive em uma humilde casa com os pais e uma irmã ao norte da França. No casarão, muito antigo, que Clegg adquirira parar esse fim, defronta se com sua presa: tem a seu favor a superioridade da força e a determinação de manter a sua “peça” junto a si. Miranda, a seqüestrada, tem o comportamento muito agressivo, nervoso e ágil, não consegue entender como uma pessoa, que tem tanta paixão e admiração pela outra a mantém pressa em um porão. O colecionador conta com 234 paginas e com uma interessante historia de objeto contemplativo e sôfrego amor platônico.
Por: Johan
O Concorrente
(Richard Bachman)
Richard Bachman é o pseudônimo que o escritor Best seller Stephen King usava na década de dos anos 800 para publicar obras sob uma perspectiva diferente. Num futuro próximo, a rede de TV é o instrumento usado pelo governo para dominar a população. As TVs são obrigadas e grátis em todas as casas e os programas mais assistidos são justamente os que exploram os mais necessitados em troca de dinheiro. Nesse cenário, o protagonista se vê obrigado a entrar num
desses programas para salvar sua filha e a esposa. Ótimo para leitores indisciplinadas, com linguagem simples e emocionante, que prende o leitor do inicio ao fim.
Por: Corvo
O Diplomata e o Agente Funerário
(Jacinto Rego de Almeida)
O narrador dessa historia é um diplomata, e quem morre é o agente funerário, começa uma grande busca para saber que matou Marcelino madeira, será que foi seu próprio filho que o matou com veneno de rato, ou foi o manda chuva Adelino Barreiros. A historia se passa entre Lisboa, Brasília, São Paulo e Aldeia de João Pires. Com uma narrativa ágil e entusiasmante que na verdade se assemelha a um caleidoscópio de historias e suspense, um livro que conta sobre os descaminhos da sociedade portuguesa dos últimos 30 anos, a partir da sua europeização e da sua adesão a voracidade do capitalismo globalizado.
Por: Punker
Dicas de Som
Pedimos uma dica de som aos caras do Minnuit e aos caras do Magma. Veja a dica que eles deram:
Dica do Minnuit
Labirinto "Sexteto paulistano formado em meados de 2003, a partir dos anseios e experiências de amigos que buscavam materializar suas diversas influências musicais e pessoais através da composição instrumental, cujas sonoridades e timbres se mesclassem evitando a predominância de uma fonte sonora unívoca. As construções harmônicas priorizam as exaltações emotivas variadas que a música percorre ao longo do labirinto estético, ideal e interpretativo. Pluralidade instrumental e sonora, diversidade imagética, unidade conceitual, seja bem vindo ao labirinto; Guitarras + baixo + violoncelo + bateria + computador + silêncio! (música para cinema)" Essa é uma resenha sobre a banda Labirinto, de São Paulo também, assim como nós do Minnuit, que aparece no myspace deles ( www.myspace.com/labirinto ). Seria algo próximo de um post-rock instrumental, com influências de bandas como Explosions in the sky, God speed you! Black emperor, Mogwai, entre outros. Tentativas de definições à parte, recomendamos que você ouça e tire suas conclusões. Nós gostamos!
Um grande abraço ao pessoal do El buraco e aos seus leitores, até mais!
Dica do Magma
Salve salve!
Gostaria de indicar uma banda extremamente talentosa. Trata-se da SUPERFLUXO, banda de rock aqui de Porto Alegre. Um fato interessante sobre a banda além do talento dos integrantes e das letras simples e profundas, é o fato do Zeva Camargo estar participando do mesmo programa de TV que eles e se apaixonar pelo som da banda, inclusive recomendando o som deles em uma outra entrevista. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17626919==--> www.superfluxo.com.br <--== Um abraço, Ronald – Magma.
Coluna de Cinema
Quando era criança me sentavam todas as manhas na frente da TV para assistir a saudosa TV colosso. Gostava de todos os desenhos, mas um em especial me cativava. O desenho contava a historia de um jovem chamado Peter Parker que, ao ser picado por uma aranha radioativa ganha poderes de aranha. Mais ou menos nessa época comprei meu primeiro gibi. Ao ler, percebi que a historia do jovem Peter tinha muito mais emoção nos quadrinhos e naquele dia conheci um mundo do qual não me desligaria mais.
Hoje, mais de uma década depois, me preparo para aquele q talvez seja o momento mais marcante desde que acompanho o herói: o filme Homem-Aranha 3. Quando foi anunciado que o uniforme negro daria as caras então, a expectativa dobrou. Tudo isso porque o fã e diretor dos dois primeiros longas do aranha, Sam Raimi, declarou desde o primeiro filme (2002) que optaria por vilões mais clássicos do herói e com aparição do uniforme negro a presença de Venom é inevitável. Venom pra quem não sabe nasceu da união do uniforme negro com o famigerado Eddie Brock. Alcançando grande popularidade nos anos 90, venom é ate hoje um dos vilões mais adorados dos quadrinhos. Esse foi um dos argumentos usados pelo executivo-chefe dos estúdios Marvel, Avi Arad, para convencer o diretor a usar Venom no terceiro filme. Fora o adversário linguarudo o aranha ainda terá que enfrentar muitos desafios, culminando tudo o que vem sendo desenrolado nos outros filmes. É aqui que veremos o que Harry Osborn fará com o segredo que descobriu em HA2, Peter descobre que o verdadeiro assassino do seu tio Ben esta a solta, e ao investigar descobre que o agora tem poderes sobre humanos e atua como o criminoso Homem-Areia. Isso sem contar o trabalho que ele vai ter com o próprio uniforme negro que se revela como um organismo vivo (ao menos nos quadrinhos, Raimi não revela a origem do uniforme nas telonas) e tente dominar o herói. Criando um triangulo amoroso com Peter e Mary Jane, aparece Gwen Stacy, já morta nas HQS.
Mas quem pensa que é a pancadaria o ponto forte de HA3 não perde por esperar. Esse promete ser um dos mais dramáticos filmes do cine serie do Aracnídeo. E é justamente ai que esta o grande motivo pelo meu fascínio pelo escalador de paredes, a humanidade do herói. Peter tem de lidar com problemas comuns como valentões da escola, arrumar emprego, casar ECT. E o clima dos filmes remete diretamente aos primeiros anos do herói, por isso a quem prefira os filmes e tenha deixado de lado os quadrinhos, que hoje em dia se resumem a historias recicladas e recontadas e requentadas. Não que Ultimate Spiderman não seja legal, mas não deixa de ser recriação. Por essas e outras razoes que não caberiam em uma única coluna, conto as horas pra ver o Aranha balançar mãos uma vez em sua teia, e agradeço todos os dias por Stan Lee e Steve Ditko terem criado o maior herói do mundo.
Corvo
Dicas de Filmes
- 300
Vale a pena...
...Ver a valsa dos espartanos arrancando cabeças num ótimo exemplo de violência justificada e não realista, a maior coleção de frases de efeito da historia do cinema. Ação do começo ao fim. Tudo em busca pela liberdade de um povo.
Por: Corvo
- A Viagem Maldita
Da pena...
...ver que o outrora bom diretor de terror Wes Craven pense que não há muita besteira no gênero e achar que refilmar um longa com uma história praticamente inexistente, calçado em violência gratuita vai levantar sua careira decadente.
Por: Corvo